16 maio 2017

O animal Escritor

Desde a invenção da escrita, por volta de 9000 anos atrás, o homem tem se comunicado por esse meio com as mais diversas finalidades.
A princípio a escrita era usada prioritariamente, para controle de estoques, importação e exportação de mercadorias e outras finalidades comerciais. Quem começou esse tipo de escrita contábil, segundo consta, foram os antigos Sumérios.
Na antiguidade toda a escrita tinha uma função principalmente administrativa, mas já existiam também enormes bibliotecas com obras de arte como poemas, epopeias, contos e lendas, perpetuando a cultura e folclore dos povos antigos. Existiu uma biblioteca famosa em todo o mundo na cidade de Alexandria que foi totalmente destruída por causa de guerras, ignorância, preconceitos e invasões de bárbaros. Foi uma perda enorme pois consta que havia milhares de livros naquele lugar, que desapareceram para sempre.
No entanto a Cultura tem vida própria e se um livro desaparece, aparecem outros no seu lugar. Os homens estão sempre registrando seus pensamentos e crenças em livros, talvez até hoje o meio mais efetivo de preservá-los para o futuro.
Ao longo dos séculos a escrita tem sido insubstituível como meio de comunicação. Muitos podem discordar desta afirmação, por falta de uma observação mais apurada.
Dirão que hoje em dia o rádio, a televisão e a internet substituíram a escrita. Mas na verdade estes modernos meios de comunicação ainda usam, a escrita como apoio. Os programas de rádio e televisão são feitos baseados em um roteiro elaborado por uma equipe de produção, que é naturalmente um texto escrito.
A própria internet é toda apoiada em textos escritos, assim como a comunicação entre pessoas via internet é feita em sua imensa maioria por escrito.
É claro que no decorrer do tempo, dos costumes e com novos meios de comunicação, que os mais moderninhos chamam de “mídia”, a forma de escrever mudou muito, mas se os conteúdos e palavreados mudaram, permanece sempre o uso de mensagens escritas perpetuando um uso que começou há milhares de anos. E não há perspectiva de substituição por outra coisa. O ser humano é, basicamente, um “animal falador e escritor” por necessidade e vocação histórica.

06 agosto 2016

Definições Definitivas


Coisa inútil – é uma coisa que você guarda durante dez anos e joga fora um dia antes de precisar.

Computador – tipo de maquina eletrônica que foi inventada para resolver problemas que não tínhamos antes de ter computadores.

 Whisky – o popular uísque- segundo Vinicius de Moraes é o melhor amigo do homem, o cachorro engarrafado.



Palhaço – o único que pode ofender o Rei sem ter a cabeça cortada. Afinal de contas é tudo brincadeira mesmo.

Idiota – aquele que tem uma opinião contraria á nossa.

Financiamento – o jeito moderno e elegante de conseguir escravos. (quem esta preso em um pelos próximos 10 ou 20 anos que o diga)

Político – estranho animal que prolifera pelos congressos do mundo. A maioria destituída de Ética.

Bagunça – organização desorganizada. O jeito Libriano de guardar as coisas.

Erro estúpido – o pequeno engano cometido pelos outros.

Pequeno engano – o erro estúpido cometido por nós.

Avô e Avó – adultos que se divertem com crianças.

Pai e Mãe – adultos que tem que educar as crianças.

Ciclista – o único animal que puxa sentado.

Telefone celular- tipo de coleira eletrônica. Onde você estiver os outros te acham e te pegam.


Status – é comprar uma coisa que você não precisa e nem pode pagar, para mostrar a pessoas que você não gosta uma coisa que você não é.
(o ápice da estupidez humana).


03 agosto 2016

Autoridade e otoridade

Não veja em "otoridade" nenhum tipo de pouco caso com algum sotaque regional.

Vamos diferenciar as duas formas.
 “Otoridade” além de ser uma corruptela lingüística de “Autoridade”, é também o nome que se da ás pessoas que não tem autoridade legitima. Como assim? Veja:
Anos atrás (bastantes por sinal) eu trabalhava como técnico em eletrônica no laboratório de desenvolvimento de produto de uma grande empresa. É claro que havia um engenheiro liderando a equipe de seis técnicos. Ele era o tipo de chefe que passava a tarefa de montar e fazer funcionar um circuito dentro de certos parâmetros, fixando um prazo para término.
Ele não ficava cobrando resultados todos os dias mas no penúltimo dia do prazo, logo pela manhã, ele vinha ver como iam indo as coisas.
Se o resultado não fosse o esperado ele analisava os circuitos, conferia as anotações, e após alguns cálculos e tentativas encontrava a solução e nos ensinava como fazer.
Nem preciso dizer que nós, os técnicos, tínhamos por ele o maior respeito, e era comum dizermos coisas como:” Se ele disse que dá pra fazer, é porque dá pra fazer”,
Ele era o que estou chamando de Autoridade(com maiúscula) enquanto muitos outros eram otoridade (com minúscula)
Quem tem “otoridade” é aquele que não sabe nada sobre o trabalho da equipe que segue suas ordens. Isso costuma acontecer quando dois departamentos se unem e passam a obedecer a um só chefe. Este vai administar do modo que esta acostumado e não entende que não da para apressar o desenvolvimento de um equipamento ameaçando a equipe que o produz. Há uma serie de testes que levam certo tempo e que se não forem feitos com critério vão ser causa de grandes dores de cabeça na hora da produção do equipamento.
E você? Tem um chefe que é Autoridade ou otoridade?
A Autoridade quando imposta a partir de alguém sem preparo acaba virando otoridade,certo?


PS: excetua-se o caso dos militares que tem uma hierarquia rígida e pré determinada em função do cargo. E´uma discussão que não cabe aqui.

15 junho 2016

Interesse Publico

Voce costuma comprar azeite de qualidade para suas saladas e temperos? Preste atenção a isto.
Vi esta postagem na web e aproveito mais este canal para divulgar.

De interesse público: em teste recente feito pela Protesteapenas 8 foram legitimamente consideradas honestas com o consumidor,7 foram reprovadas e 4 não podem nem chegar a ser consideradas azeite. A marca de azeite extravirgem que você costuma comprar pagando mais caro está te enganando
Esta pesquisa recente de fraude contra o consumidor revelou que grande parte dos azeites mais comuns no dia a dia dos brasileiros que são vendidas como extravirgens, são, na verdade, apenas virgens.
Para ser considerado extravirgem, o azeite tem que conter no máximo 0,8% de acidez enquanto que o limite do virgem é de 2%. Passando desta porcentagem de acidez, é azeite comum ou nem isso.
Este é o quarto teste feito pela Proteste com pior resultado e maior fraude contra o consumidor. A Associação, que tem como objetivo atuar na defesa e no fortalecimento dos direitos dos consumidores brasileiros, verificou se havia adulteração nos produtos.
Com uma análise sensorial feita em laboratório reconhecido pelo Conselho Oleico Internacional (COI), os azeites foram avaliados quanto ao aroma, à textura e ao sabor.  Segundo a legislação, nos azeites extravirgens não podem ser encontrados defeitos na análise sensorial nem a adição de outros óleos.

Nos quatro azeites que foram detectados fraudes, havia mistura de óleos refinados com adição de outros óleos e gorduras. São eles:Figueira da Foz, Tradição, Quinta d´Aldeia e Vila Real.
Nos outros 15 azeites extravirgens testados, uma surpresa quando revelados os que são realmente extravirgens e os que são apenas virgens. As sete marcas que estão nos enganando pelo rótulo e tem qualidade inferior às exigidas são: Carbonell, Galo, Borges, La Espanhola, Serrata, Beirão e Pramesa.
E para lembrar aquele lance de “não julgar o livro pela capa”, as 8 marcas realmente sinceras com o consumidor são: Carrefour, Qualitá, La Violetera, Vila Flor, Andorinha, Cardeal, Cocinero e Olivas do Sul.
Visto que a grande atratividade dos azeites extravirgens são suas propriedades antioxidantes e benéficas à saúde, estas fraudes são um abuso, falta de respeito e deveriam ser consideradas crimes.

Faça sua parte e espalhe a notícia. Quanto mais gente souber o quanto estas marcas de renome estão nos enganando, estaremos menos vulneráveis a pagarmos de “trouxa”. Principalmente tratando-se de saúde.

14 junho 2016

Somos Civilizados?



Somos civilizados?

Ser civilizado é muito mais do eu morar em cidades, ter computador em casa ou celulares no bolso. Ser civilizado é, acima de tudo, saber viver em paz com seus vizinhos e semelhantes. Muitas pessoas ainda não estão prontas para viver em sociedade. Elas são egoístas e não tem educação.
Infelizmente a poucos dias eu encontrei algumas dessas pessoas. O caso é o seguinte:
Fui ao teatro e eu sabia que era uma dessas peças que você tem que prestar muita atenção aos diálogos para entender o contexto. Sentei em meu lugar muito quieto e prestando atenção.
Pessoas civilizadas costumam respeitar peças teatrais porque os atores e atrizes estão bem na sua frente e qualquer ruído pode perturbar os artistas.
Mas atrás de mim estava um jovem casal falando o tempo todo e fazendo barulho. Tentei faze-los se calar com gestos pedindo silencio, mas depois de alguns minutos fiquei muito irritado e disse a eles:
Não posso ouvir os atores com o barulho que vocês fazem.
O jovem respondeu de maneira rude:
Não é de sua conta. Isto é uma conversa particular.
Eu mudei de assento para evitar um confronto porque minha vontade era matar aquele filho da @#@$#@.
Minha reação me fez perceber que não sou tão civilizado como eu pensava ser.
E gente como eles? Estão civilizados para viver em sociedade? E quanto a mim?
Acho que todos ainda temos um longo caminho a percorrer e muito o que aprender.
Quer saber? Ser civilizado é muito mais que desfrutar de tecnologia de ponta. É controlar nossos impulsos e fazer crescer nosso lado bom. Parece que a natureza humana não melhorou muito nos últimos 2500 anos.
Se você pensar no mundo do trabalho, certamente encontrará  muitos exemplos de mau comportamento, abuso de poder e injustiças praticadas por lideres e políticos contra outras pessoas.
Talvez você já tenha pensado em matar alguém ou pelo menos colocar uma pedra no caminho sempre que possível. Agir impulsivamente, além dos óbvios problemas comportamentais, pode lhe dar uma doença como ulceras ou um belo ataque cardíaco. Talvez tal pessoa morra por isso ou fique incapacitado para o trabalho.
De repente você se pega pensando: “Dane-se aquele %%$#@#. Ele não presta mesmo”
Então você perceberá que não é melhor que ele. Você apenas esta em uma posição diferente, não acha?
Seja feliz!
E civilizado se puder.

31 maio 2016

Credibilidade no Trabalho

Credibilidade: a nova moeda

Neste século 21 as empresas estarão procurando por líderes com mais do que o simples conhecimento técnico.
O novo líder deve ser, além de capaz de lidar com pessoas, uma pessoa responsável. Você pode achar que tem sido sempre assim, mas tem algo mais. Só pense nisto: quando dizem “pessoa responsável”  significa que a vida privada do líder deve ser cristalinamente clara sem nada a esconder ou de que se envergonhar.
É cada vez mais exigido dos líderes que sejam um modelo de comportamento.
Não há nada mais desmotivador do que ver aquele que deveria ser o guia comportando-se de maneira inescrupulosa ou ofendendo as pessoas.
Há uma exigência àqueles em posição de comando que vivam sua vida diária, sua vida particular e pública de modo distinto.
Esta chegando o tempo em que as empresas vão só procurar ”verdadeiros líderes”, que irão liderar com dignidade e integridade para construir um futuro melhor para ambos, a empresa e as pessoas que trabalham nela.
Em poucas palavras: precisaremos de pessoas com credibilidade. A única moeda que comprará uma vaga para um candidato será a credibilidade.
Credibilidade de discurso, credibilidade de pensamento, credibilidade de ação, credibilidade de exemplo. Não só no escritório, mas também em sua vida privada.
Deste modo quando as pessoas que trabalham na empresa tem credibilidade, a empresa também  terá. Uma coisa vem direto da outra.
As pessoas estão cansadas de enganos, da não manutenção dos prazos combinados, de fazerem tudo errado como muitas empresas ainda fazem. Elas são meio burras porque estão jogando no lixo seus preciosos clientes.
Parece impossível? Você está consciente do que ocorre ao seu redor?
Preste atenção porque já esta acontecendo.
Credibilidade é a moeda da liderança do futuro e pessoas sem credibilidade estarão fora do mercado de trabalho, pelo menos em posições de liderança.
A propósito, um comandante militar precisa ser respeitado por sua tropa, e o melhor meio de conseguir isso é ser um líder confiável.
Os homens não vão obedecer a um líder fraco, alguém em quem eles não possam acreditar. Nas empresas o processo é mais ou menos o mesmo.
E quanto a você?
Você é uma pessoa de credibilidade? Seu chefe tem credibilidade? E a sua empresa?

06 março 2016

Ócio Criativo

Ócio Criativo
O sociólogo italiano Domenico Di Masi ,propõe que se use momentos ociosos para buscar soluções ou criar procedimentos e métodos para melhorar nosso trabalho.Veja bem! Não se trata de criar infindáveis regras e burocracias, mas sim de encontrar soluções em momentos mais “relax”, já que a pressão do dia a dia nos impede de pensar livremente, e eliminar tanto quanto possível a burrocracia (é com dois “RR” mesmo).
Conta ele  que em empresas onde prestou serviços de consultoria, foi possível eliminar entre 40% e 60% dos formulários e procedimentos redundantes. Gastar metade do tempo elaborando relatórios que ninguém lê é, no mínimo, desmotivante para qualquer um.
Os softwares de administração ajudam muito nessa desburocratização do trabalho, desde que usados corretamente.

Não vamos fazer como aquele gerente que depois do fechamento anual de contas mandou picotar e jogar fora todos os relatórios desnecessários, mas só por via das duvidas antes  ele tirou copia de tudo e arquivou. O tempo gasto processando centenas de copias inúteis poderia ter sido gasto enxugando procedimentos e tornando a empresa mais ágil, coisa fundamental nos tempos atuais.O que tem tudo isso a ver conosco, simples mortais? Podemos “desburocratizar” nossa vida,por exemplo, guardando em nosso computador ou arquivo só aquele documento realmente importante. É bobagem armazenar em nosso HD,ou em nossa vida diária, dezenas de coisas. Basta saber onde encontrar essas coisas se precisarmos delas,certo? Já apaguei cerca de 180 arquivos de meu PC e ganhei um monte de espaço para coisas realmente relevantes. Fiz isso em fins de semana, quando fiquei em casa tranquilamente. Estou terminado de fazer a faxina digital na hora em que posto este texto. E você? Já pensou nisso? Já usou seu tempo ocioso para melhorar suas coisas e sua vida? Faça isso em seus momentos de ócio. Seja criativo(a)