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11 setembro 2012

Arte Literaria



Para amenizar um pouco o ambiente depois do “Odeio Rodeio” aqui esta um momento de pura arte literária.
Este texto é muito interessante porque se for lido de cima para baixo tem um sentido e se lido de baixo para cima tem sentido inverso. Confira!

Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci !
E jamais usarei a frase
Eu te amo
Sinto , mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais

Clarisse Lispector

24 março 2012

A Arte que Vimos

As pessoas de minha geração, hoje na casa dos 50 ou 60 anos, fomos uma geração privilegiada em matéria de Artes como Musica, Cinema, Literatura etc...
Vejamos alguns exemplos:


The Beatles (únicos e insuperáveis), Roling Stones, Emerson Lake & Palmer, Santana, Festival de Woodstock, Kraftwerk, Rick Wackeman, Isao Tomita(fantástico nos sintetizadores), Elton John, Michael Jackson, Elvis Presley,AC/DC, Black Sabath,
Ouvíamos também, e com o mesmo prazer, grandes orquestras como Paul Mauriat, Ray Conniff( que vi ao vivo em São Paulo por duas vezes), Stanley Black, Henry Mancini (autor da trilha sonora de Hatari” e “A Pantera Cor de Rosa” )- estes são alguns internacionais.

No Brasil tivemos uma explosão de arte que acho que foi a maior de todos os tempos. Veja só:
Elis Regina (vencedora dos festivais de MPB de Record), Tom Jobim (Garota de Ipanema entre centenas de outras), Roberto Carlos (que ainda esta por aí), Gilberto Gil, Gal Costa, toda a turma da Jovem Guarda, Os Novos Baianos, Rita Lee, Os Mutantes, Milton Nascimento, João Gilberto (o cara que inventou a bossa nova). E muitos outros de igual qualidade.


No cinema tivemos : O Planeta dos macacos (original de 1968 onde a historia começa e acaba – o resto foi papagaiada), 2001 Odisséia no espaço (de Stanley Kubrick), A Laranja Mecânica, Grand Prix (1966) onde pela primeira vez se colocou uma câmera em um Formula 1 a 250 Km/h, Bem Hur (mais antigo), Os Dez Mandamentos (com o truque de abrir o mar antes dos computadores que temos hoje- e funcionou perfeitamente), Alfred Hitchcock (diretor de filmes memoráveis como “Os Pássaros”, “Janela Indiscreta” , “Psicose” – já deu pra ter uma Idea do que víamos no cinema,né?

Depois de tudo isso alguém vai querer que aceitemos o lixo cultural de hoje? Coisas como funk, musica sertanojo,e outras “maravilhas”?
Nós da nossa geração, não somos chatos. Nós conhecemos os grandes astros e estrelas das artes e não da pra aceitar qualquer coisa,certo?

E olha que eu nem falei em literatura com Guimarães Rosa, Monteiro Lobato,Jorge Amado, etc... etc... etc...